Araponga-comum
ESPÉCIE VULNERÁVEL (FAUNA AMEAÇADA NO ESTADO DE SÃO PAULO).
Nome Científico
Características
Subespécies
Alimentação
Reprodução
O macho elege certos galhos de árvores, que são usados por muitos anos, para sua cerimônia de canto atraindo várias fêmeas. Os machos de outras espécies, como o pavó (Pyroderus scutatus), por exemplo, se associam para cantar juntos, formando uma verdadeira arena. Sua reprodução ocorre no final do ano. O ninho é como uma tigela rasa, lembrando o de pombos silvestres. O dimorfismo sexual ocorre a partir dos 2 anos de idade. Todo cuidado parental fica por conta da fêmea, pois é ela quem constrói o ninho e se incumbe da criação dos filhotes. A postura é de cerca de 2 ovos, o período de incubação de 23 dias e os filhotes saem do ninho com 27 dias de idade.
Hábitos
Tem um comportamento bastante social no grupo, que tem moradia fixa em árvores, na maioria dos casos nas emergentes (acima do dossel), podendo passar muitos anos habitando uma mesma área, até mesmo por várias gerações de uma mesma família. É uma ave migratória. Habita mata primária, floresta preservada, capoeiras com fruteiras, matas litorâneas e Mata Atlântica.
Seu canto é um estridente grito agudo e metálico ( “Tééin” ), lembrando o som de um ferreiro batendo o martelo em uma bigorna. Geralmente uma nota é cantada a cada 10 segundos, mas pode “engatar” uma sequência de dezenas de notas por vários segundos. Seu canto é muito potente, podendo ser ouvido por centenas de metros. Comunica-se com outras da espécie de um morro para o outro sem problemas .
As aves pertencentes à família Cotingidae estão entre as mais eficientes disseminadoras das plantas de cujos frutos se alimentam. Isto porque o poder germinativo das sementes não é prejudicado ao passar pelo trato digestivo dessas aves, podendo ser inclusive maximizado. É procuradíssima pelo mercado de “aves de gaiola” devido ao seu canto e coloração característicos. A captura ilegal da araponga em vida livre e a crescente destruição de seu habitat são os principais motivos de ameaça.
Distribuição Geográfica
Ocorre de Pernambuco, sul da Bahia, Minas Gerais até o Rio Grande do Sul, sul de Mato Grosso do Sul e regiões vizinhas da Argentina e Paraguai.
Araponga-da-Amazônia
Nome Científico
Seu nome científico significa: do (grego) prokne = personagem da mitologia grega que se transformou em andorinha; e do (latim) alba, albus = branca, branco. ⇒ Ave branca.
Características
O macho mede cerca de 28,5 centímetros de comprimento e a fêmea 27,5 centímetros. O macho pesa entre 210 e 215 gramas e a fêmea pesa entre 219 e 222 gramas.
O macho é completamente branco e apresenta um apêndice carnudo com origem na base do bico e pendurado para baixo geralmente pendente no lado direito do bico, (Ridgely, 2009). O bico curto e largo, os tarsos e os pés são escuros. A fêmea é verde-oliva nas partes superiores e amarelo-pálido finamente estriado de verde-oliva nas partes inferiores. Apresenta uma vocalização bem marcante, bastante incomum para uma ave , semelhante a um alarme robótico, o som de conexão da antiga internet discada ou algum instrumento musical indiano, a qual pode ser ouvida à boa distância.
Subespécies
Possui duas subespécies reconhecidas:
- Procnias albus albus (Hermann, 1783) - ocorre do sudeste da Venezuela até as Guianas e o leste da Amazônia brasileira;
- Procnias albus wallacei (Oren & Novaes, 1985) - ocorre no norte do Brasil, no leste do estado do Pará.
Aves Brasil CBRO - 2015 (Piacentini et al. 2015); (Clements checklist, 2014).
Alimentação
É visualizada com mais freqüência no alto de árvores frutíferas, quando está se alimentando.
Reprodução
Hábitos
Varia de incomum a localmente comum nas copas e bordas da floresta úmida. Permanece imóvel por longos períodos.
Distribuição Geográfica
Presente localmente no Pará (Serra dos Carajás e Estação Ecológica do Jari) e Amazonas (baixo Rio Negro). Encontrado localmente também nas Guianas e Venezuela.
Araponga-do-Horto
Nome Científico
Seu nome científico significa: do (grego) oxus = pontudo; e rhunkhos = bico; oxyrhamphus = bico pontudo; e do (latim) cristatus = com crista. ⇒ (Ave) de bico pontudo e com crista.
Características
Subespécies
Possui seis subespécies reconhecidas:
- frater (PL Sclater & Salvin, 1868) - ocorre na Costa Rica e no Panamá.
- brooksi (Bangs & Barbour, 1922) - ocorre no leste do Panamá.
- phelpsi (Chapman, 1939) - ocorre nas montanhas do sul e sudeste da Venezuela (exceto no monte Roraima) e também ocorre nas partes adjacentes do Brasil e da Guiana.
- hypoglaucus (Salvin & Godman, 1883) - ocorre no sudeste da Venezuela (na região do monte Roraima), nas Guianas e no nordeste do Brasil (Amapá).
- tocantinsi (Chapman, 1939) - ocorre no Brasil, no sul do estado Pará (de um lado E do baixo Tocantins R SW para a Serra dos Carajás, no lado W).
- cristatus (Swainson, 1821) - ocorre no sudeste do Brasil (do sul do estado de Goiás, em Minas Gerais e Espírito Santo até o sul de Santa Catarina), ocorre também no leste do Paraguai e no extremo nordeste da Argentina (N Misiones).
Obs: (N: Norte, S: Sul, L: Leste; O: Oeste; C: Centro; NE: Nordeste; NO: Noroeste)
| Fotos das subespécies de (Oxyruncus cristatus) | |
|---|---|
| (Ssp. tocantinsi) | (Ssp. cristatus) |
| Canto (Oxyruncus cristatus tocantinsi) | Canto (Oxyruncus cristatus cristatus) |
Alimentação
Alimenta-se de frutos grandes e pequenos, além de artrópodes, podendo se pendurar de cabeça para baixo nos galhos para obter o alimento. Quando se alimenta de frutos com semente normalmente REGURGITA as sementes.
Reprodução
O ninho é construído pela fêmea em um galho fino e tem a forma de uma xícara pequena, coberto de musgos, líquens e teia de aranha. Os filhotes são alimentados por regurgitação. Em um ninho estudado no sudeste brasileiro haviam 2 ovos que eram cuidados apenas por um adulto, provavelmente a fêmea, que permanecia chocando por períodos de 30 minutos e ausências/intervalos de 8 minutos. Os filhotes deixaram o ninho após 25-30 dias.
Na corte da fêmea, 3 a 4 machos podem se agrupar e cantar de árvores próximas. Alguns machos então se apresentam juntos para a fêmea, pulando de galho em galho, talvez em padrão repetido. (obs. pess. Salles, O.)
Hábitos
Habita a copa e borda de matas úmidas e é raramente visto nos estratos baixos. Mais comum entre altitudes de 400 a 1100 metros, mas pode eventualmente, em especial fora da temporada reprodutiva, descer até quase a altitude do mar. Frequentemente seguem bandos mistos de traupídeos (Thraupidae) pelas copas. Podem também forragear sozinhos.
Distribuição Geográfica
Araponga-do-Nicarágua
Nicarágua e Panamá. Status de conservação, segundo a IUCN: vulnerável (LC).

CURIOSIDADES:
Os machos dessas espécies vocalizam em um galho mais alto da árvore em que vivem, e se reproduzem em outro, mais baixo; defendendo arduamente tais territórios.
A captura ilegal, em razão da beleza e canto dos pássaros, e a destruição de habitats são os principais fatores que prejudicam as populações de arapongas.
Tais animais são excelentes disseminadores de sementes, liberando-as juntamente com as fezes, após alimentarem-se dos frutos.
Araponga-do-Nordeste
Nome Científico
Seu nome científico significa: do (grego) prokne = personagem da mitologia grega que se transformou em andorinha; e do (francês) averano = verão; nome dado a esta ave por Buffon (1770-1783). ⇒ Ave do verão.
Características
A vocalização estridente que ela emite, é como se alguém estivesse batendo numa bigorna.
Subespécies
Possui duas subespécies reconhecidas:
- Procnias averano averano (Hermann, 1783) - ocorre no Nordeste do Brasil, nos estados do Maranhão e Piauí até o estado de Pernambuco e Alagoas;
- Procnias averano carnobarba (Cuvier, 1816) - ocorre do Nordeste da Colômbia até o Norte da Venezuela, no Oeste da Guiana e na região adjacente do Brasil; ocorre também na ilha de Trinidad. Extremamente similar a subespécie averano, mas a plumagem do macho é acinzentada, ao invés de branca, como na subespécie nominal.
Aves Brasil CBRO - 2015 (Piacentini et al. 2015); (Clements checklist, 2014).
Alimentação
Alimenta-se principalmente frutos, insetos e larvas. A partir do mês de novembro, no início das chuvas, alimenta-se do fruto da bacaba (Oenocarpus bacaba), período em que é facilmente avistada e ouvida.
Reprodução
A Araponga bota em média 2 ovos na cor de ferrugem. O ninho é feito na forquilha dos galhos. Os filhotes nascem após 18 dias.
Hábitos
Varia de incomum a localmente comum na copa e nas bordas de florestas úmidas e capoeiras.






























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